segunda-feira, 14 de setembro de 2020

HOMEM É ENCONTRADO MORTO NA ZONA RURAL DE VIÇOSA DO CEARÁ

Um homem foi encontrado morto na manhã deste domingo (13), em Viçosa do Ceará. O caso aconteceu por volta das 11h00, na localidade de “Jenipapo”, na zona rural do município. A vítima foi identificada como Antônio José de Sousa, que tinha 54 anos e residia naquela localidade. A Polícia Militar compareceu ao local e de acordo com o que foi colhido entre testemunhas, a vítima caminhava com sinais visíveis de embriaguez e caiu em uma via vicinal, entrando em óbito logo em seguida. Ainda de acordo com testemunhas, Antônio José tinha histórico de alcoolismo. Uma equipe da Pefoce (Perícia Forense) compareceu ao local e fez a remoção do corpo ao IML de Sobral. (Ibiapaba 24 horas)


quarta-feira, 15 de julho de 2020

Leão e Vovô fazem confronto direto pela liderança da 2ª Fase

Os ferrenhos rivais, acostumados a uma atmosfera vibrante na Arena Castelão quando duelam, jogarão sem suas massas ao lado, mas o clássico promete por ser um embate direto pela liderança da 2ª Fase do Estadual

O Clássico-Rei cearense é sem dúvidas um dos maiores do País e dos mais vibrantes do Nordeste.
Quem já vivenciou, seja como torcedor ou no exercício de sua profissão, conhece a atmosfera sem igual, com ambas torcidas lotando as arquibancadas.

Mas este cenário tão lindo de se ver não será possível no reencontro entre Leão e Vovô, às 22h30, na Arena Castelão, pela última rodada da 2ª fase do Campeonato Cearense. Afinal, a presença de torcedores não está liberadas pelas autoridades, tornando o encontro, no mínimo, inusitado, pelo novo normal do futebol.

Entretanto, o Clássico-Rei tem luz própria, uma aura que transcende excepcionalidades como jogar para um Castelão vazio. O jogo promete demais, pelo caráter decisivo do duelo, que terá transmissão da TV Verdes Mares, TV Diário e da Rádio Verdes Mares, além do Diário do Nordeste e globoesporte.com/ce (tempo real).

PF e CGU cumprem mandados contra desvio de R$ 17,9 mi de recursos da educação em Juazeiro do Norte


As operações "Quadro Negro", "Fruto de Espinho" e "Beremiz" acontece em Fortaleza, além nos municípios de Irauçuba, Bela Cruz e Barbalha, além de Belém /PA e São Paulo/SP. Ao todo são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU) cumprem, nesta quarta-feira (15), 31 mandados de busca e apreensão no Ceará contra três grupos criminosos suspeitos de participarem em processos licitatórios realizados pela Secretaria de Educação de Juazeiro do Norte, entre os anos de 2018 e 2019, e que obtiveram elevados lucros de forma indevida. Grupo faz parte de um esquema que evolve cerca de R$ 17,9 milhões de recursos da educação do município.


As operações "Quadro Negro", "Fruto de Espinho" e "Beremiz" acontecem em Fortaleza, além nos municípios de Irauçuba, Bela Cruz e Barbalha, além de Belém /PA e São Paulo/SP.


Servidores e empresários envolvidos


Segundo as investigações, os grupos estão interligados, sendo compostos por servidores públicos e empresários que, segundo as investigações, burlaram processos licitatórios a partir do direcionamento de compras superfaturadas de kits de livros didáticos, paradidáticos e implantação de solução gameficada de matemática para a rede pública daquele município.


Operações


A Operação Quadro Negro investiga fraude em licitação por meio da qual foram contratadas duas empresas de fachada para o fornecimento de kits de livros paradidáticos destinados aos alunos da rede pública municipal de ensino, com recursos provenientes do Fundeb, ao custo de R$ 9.403.347,49 milhões.


A Fruto de Espinho apura esquema que beneficiou uma empresa que recebeu o repasse de R$ 6.297 milhões, por meio de dois processos de inexigibilidade de licitação. Indícios apontam o favorecimento de agentes políticos e, ainda, manobras com vistas à lavagem de dinheiro.


A Beremiz investiga a compra direta, também por inexigibilidade de licitação, de livros paradidáticos de matemática, denominados com aplicativo digital, ao valor individual de R$ 290, cujos indícios apontam para o direcionamento de contratação do produto superfaturado, no valor global de R$ 2,233 milhões, fornecido por uma startup, com sede no estado do Pará.


As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal do Ceará, em três inquéritos policiais distintos, e estão sendo cumpridas em caráter concomitante para a intercomunicação das investigações. Também foi determinado o bloqueio de valores e bens dos principais envolvidos para recomposição do dano ao erário.


Os investigados responderão, de acordo com o nível de participação, pelos crimes de lavagem de dinheiro, inexigibilidade de licitação fora das hipóteses legais e fraude à licitação pública.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Decreto amplia para até 4 meses prazo para suspensão de contratos e redução de jornada


Medida provisória aprovada pelo Congresso prevê que a redução de jornada e de salários em até 70% passe de três para quatro meses. Já a suspensão de contratos deve dobrar de dois para quatro meses

O Governo Federal publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (14) um decreto que estende para até quatro meses o prazo para a redução de jornada e de salário e para a suspensão de contratos de trabalho.


Pela norma, empresas e empregados ficam autorizados a fazer novas negociações para ampliar o corte de jornada por mais um mês e a suspensão de contrato por mais dois meses. Dessa forma, o prazo máximo para as duas medidas passa a ser de 120 dias.


Em vigor desde abril, o programa previa um prazo máximo de dois meses para a suspensão de contratos de trabalho e de três meses para o corte de jornada e, consequentemente, de salário - prazos agora ampliados.


De acordo com nota da Secretaria-Geral da Presidência, a extensão do programa "irá permitir que empresas tenham tempo hábil para se reestruturar, preservando, assim, diversos postos de trabalho". A medida provisória inicial foi sancionada no último dia 6 e transformada em lei.


> Bolsonaro sanciona lei que permite redução de jornada de trabalho e salários durante a pandemia


O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, permite que a redução de jornada e de salários em até 70% seja ampliada em mais 30 dias, passando de três meses - conforme previsto em decreto anterior - para quatro.


Já a suspensão do contrato de trabalho, antes prevista para ocorrer em até dois meses, dobrou podendo ser adotada por até quatro meses. A suspensão do contrato poderá ocorrer de forma fracionada, em períodos sucessivos ou intercalados, desde que em períodos iguais ou superiores a 10 dias. Também não poderá ser excedido o prazo de 120 dias.


O empregado com contrato de trabalho intermitente terá direito ao valor de R$ 600 pelo período adicional de um mês, contado da data de encerramento do período de três meses.


O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda prevê que o trabalhador permanecerá empregado durante o tempo de vigência dos acordos e pelo mesmo período depois que o acordo acabar.


Impacto

De acordo com o Ministério da Economia, mais de 12,1 milhões de acordos foram celebrados até o início de julho. Conforme o Governo Federal, não haverá impacto fiscal adicional com a prorrogação, pois a execução está abaixo do imaginado.


Pelas contas da equipe econômica, a medida deveria alcançar 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada, mas as adesões estão em menos da metade do previsto. Com isso, o custo máximo do programa aos cofres públicos continua dentro do orçamento inicial de R$ 51,2 bilhões.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Sobe para 14 as cidades do Ceará com ônibus queimados e ataques

Apesar das ações criminosas, Camilo Santana não pediu à União apoio da Força Nacional.

Subiu para 14 as cidades do Ceará que já sofreram ataques criminosos nessa onda de violência que desde sexta-feira (20) voltou a assustar a população.

Já foram cerca de 65 atos, que tiveram incêndios a ônibus, caminhões, concessionária e ataque a prédios públicos e privados —42 suspeitos foram detidos e outros 21 adolescentes apreendidos.

Em janeiro, na primeira onda de ataques também atribuída a facções criminosas, foram 50 cidades atacadas em mais de 280 atos criminosos.

Por enquanto, o governo do Ceara não solicitou ao Ministério da Justiça a presença de agentes da Força Nacional de Segurança, como em janeiro nos primeiros ataques —foram 408 deslocados por 30 dias ao estado.

Mas já ocorreram duas conversas entre o governador Camilo Santana (PT) e o ministro Sérgio Moro e dois pedidos foram feitos e aceitos: liberação de vagas em presídios federais para lideranças de facções (dez ao menos) e envio de 200 radiocomunicadores para ajudar no contato dos agentes de segurança cearenses.
A reportagem apurou que o governo cearense não descarta a solicitação da Força Nacional, mas apenas se os ataques se intensificarem. A avaliação nesse momento é que os agentes cearenses dão conta da prevenção e captura de suspeitos

Duas pessoas tiveram ferimentos leves nos incêndios —uma mulher queimou os pés ao sair de um ônibus e um homem machucou a perna no ataque a um caminhão. Entre os adolescentes apreendidos um deles está em estado grave com 70% do corpo queimado —o hospital não informou o estado de saúde dele.

A população sofre principalmente com a falta de ônibus, já que as empresas reduziram a frota nos dois últimos dias, e com atraso ou até falta de coleta de lixo.

Caminhões dessas empresas são dos principais alvos dos criminosos e muitos não saem das garagens. Nesta quarta (25), pontos e terminais de ônibus voltaram a ficar cheios pela manhã e ao final da tarde. Linhas com rotas consideradas mais perigosas continuam com escolta policial.

Só no início da noite desta quarta que 100% da frota de ônibus voltou a circular normalmente —as linhas noturnas terão apoio de PMs embarcados.

Nesta quarta houve ataques no interior, como um clube de tiro em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, ônibus em Maranguape e Várzea Alegre e um caminhão em Juazeiro do Norte.Na noite de terça (24), criminosos queimaram vegetação próxima ao estádio Arena Castelão, que no próximo final de semana receberá um dos mais famosos festivais de forró do estado.

A tentativa de atingir a gigante estrutura preparada para o show falhou com seguranças contratados pela empresa organizadora acionando a polícia. Oito suspeitos foram presos.

Em fevereiro, em entrevista à Folha, Santana disse que a presença da Força Nacional servia mais como efeito psicológico à população do que de prevenção de fato, já que recebeu pouco mais de 400 homens do governo federal contra os 29 mil que tem no Ceará.

O governo do Ceará atribuiu o movimento a membros de facções criminosas por motivo semelhante ao de janeiro: o endurecimento de regras em unidades prisionais. Ao menos 257 presos foram transferidos e isolados desde o início dessa nova onde de ataques.